Barco invade área de banhistas na Praia do Flamengo e revolta frequentadores

Barco invade área de banhistas na Praia do Flamengo e revolta frequentadores

Barco corta área de banho na Praia do Flamengo e acende alerta de segurança

Um barco cruzou a área demarcada para banho na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 2025, e transformou um dia tranquilo de praia em tensão. O avanço sobre as boias que separam os banhistas do tráfego de embarcações provocou vaias imediatas e gritos de protesto. O episódio, repercutido por veículos como O Globo e Extra, escancarou um problema que a Baía de Guanabara conhece bem: a convivência arriscada entre banhistas e lanchas, veleiros e jet skis, especialmente nos arredores da Marina da Glória.

A Praia do Flamengo costuma receber famílias e praticantes de esportes de areia justamente por causa do mar mais calmo. A área de banho é demarcada por boias e placas que não deixam dúvida: embarcação não entra. Quando isso acontece, a margem de erro é mínima. Quem estava na água relata que o barco se aproximou mais do que o aceitável para um ambiente com crianças e idosos. Não houve relatos imediatos de feridos, mas o susto foi geral.

As regras são claras. As normas da Marinha do Brasil proíbem a navegação de embarcações em áreas destinadas a banhistas e esportes de praia. Em locais com boias, a proibição é total. Mesmo em trechos sem demarcação, condutores devem manter distância segura da linha d’água e reduzir a velocidade nas aproximações. O descumprimento é infração sujeita a multa, apreensão da embarcação e suspensão da habilitação do condutor. A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro pode abrir procedimento para apurar o caso, identificar o responsável e aplicar as sanções cabíveis.

O ambiente ajuda a entender o risco. A faixa entre a Praia do Flamengo e a Marina da Glória concentra tráfego de embarcações de passeio, aulas de vela e eventos náuticos. Em dias de sol, a pressão sobre a orla cresce, e qualquer manobra fora de lugar vira um perigo real. É justamente por isso que as boias amarelas e as placas ao longo da praia existem: a linha que elas desenham não é decorativa, é um limite de segurança.

O que muda após o episódio e como agir

Casos assim costumam provocar reforço de fiscalização, ajustes na sinalização e mais orientações in loco. A prefeitura e a Marinha podem, por exemplo, ampliar a visibilidade das boias, instalar novas placas bilíngues e intensificar rondas em horários de maior movimento. A presença ostensiva desestimula a imprudência; a pressão social também. As vaias mostram que a praia não tolera condutas que coloquem banhistas em risco.

Para quem frequenta a Praia do Flamengo, algumas atitudes ajudam a evitar sustos, sobretudo em áreas próximas a canais de navegação:

  • Evite nadar além da linha de boias. Elas marcam o limite seguro para o banho.
  • Redobre a atenção ao entardecer, quando a visibilidade cai e o tráfego de retorno de embarcações aumenta.
  • Ao notar uma embarcação dentro da área de banho, saia da água e sinalize aos guarda-vidas.
  • Em situações de risco, acione o 193 (Corpo de Bombeiros). Para irregularidades com embarcações, também é possível contatar a Capitania dos Portos.

Para quem pilota lancha, veleiro ou moto aquática, o recado é direto: respeite as demarcações, navegue em baixa velocidade perto da costa e só faça aproximações perpendicularmente à praia em pontos permitidos. É a diferença entre um passeio seguro e um acidente anunciado.

O caso de 23 de agosto ganhou tração justamente porque fere um consenso básico: a área de banhistas é intocável. Quando um barco invade área de banhistas, o susto vira indignação e o lazer vira risco. A cobrança por responsabilização deve crescer nos próximos dias, assim como a expectativa por medidas práticas para evitar novas cenas do tipo na orla do Flamengo.

Renato Calcagno
Renato Calcagno

Sou um jornalista especializado em notícias diárias, sempre buscando as histórias mais recentes e interessantes sobre o Brasil. Gosto de escrever sobre os eventos que impactam o dia a dia dos brasileiros. Minha paixão é informar e manter o público atualizado.

7 Comentários

  1. Júlio Câmara

    ISSO É UM DESRESPEITO TOTAL! A gente paga imposto, se esforça pra levar a família pra praia e vem um bandido de lancha cortar a área de banho como se fosse uma pista de F1! Onde está a fiscalização? Onde estão as multas? Isso aqui não é um parque aquático, é uma área protegida! Quem fez isso tem que ser preso, ponto final.

    Se a Marinha não agir, a gente vai fazer justiça com as próprias mãos. Já tá na hora de botar umas câmeras subaquáticas e gravar todo mundo que passa da linha. Vai ter que pagar pra entrar no mar também, se for assim!

    Se o barco tivesse atropelado uma criança, o que seria? Um acidente? Um crime? Vamos acordar, galera! Isso não é negligência, é criminalidade disfarçada de lazer.

  2. Matheus Assuncão

    Conforme previsto no Decreto nº 9.678/2019 e na Portaria nº 112/2021 da Capitania dos Portos, a navegação em áreas demarcadas por boias de banho é estritamente proibida, configurando infração gravíssima sujeita à apreensão da embarcação e suspensão da habilitação náutica. A fiscalização, embora insuficiente, é tecnicamente viável por meio de drones e radares de superfície já utilizados em outras capitais.

    É imperativo que a Prefeitura do Rio, em parceria com a Marinha, implemente um sistema de alerta sonoro automático nas boias, além de instalar câmeras de alta resolução com reconhecimento de placa. A tecnologia existe. O que falta é vontade política e orçamento. A segurança pública não é um luxo - é um direito constitucional.

  3. Danilo Ferriera

    Se a gente não fizer nada, isso vira normal. E daqui a pouco, vai ter quem diga que "a praia é pra todo mundo" - incluindo lanchas. Mas a praia é pra quem quer nadar, não pra quem quer fazer show de acrobacia no mar.

    As boias não são só sinalização. Elas são um pacto. Um acordo silencioso entre todos que usam o espaço. Quebrar isso é como pisar no pé de todo mundo ao mesmo tempo.

    Se você pilota, respeita. Ponto. Não precisa ser herói. Só precisa ser humano.

  4. Alexandre Nunes

    Isso aqui é parte do plano da ONU pra destruir a cultura náutica brasileira. Querem transformar o Rio num parque de diversões pra turista estrangeiro e acabar com os verdadeiros cariocas que sabem navegar.

    As boias? Tudo é propaganda da mídia. Na minha época, a gente navegava onde queria e ninguém reclamava. Agora tem que pedir permissão pra respirar ar salgado?

    Eles vão colocar câmeras, mas não vão prender ninguém. É tudo teatro. O verdadeiro culpado? O governo que não põe polícia na água. O povo tá cansado de ser enganado.

  5. Luciano Oliveira Daniel

    Alguém já pensou que talvez o barco tivesse um problema técnico? E se o piloto tivesse um ataque, ou se a bússola falhou? Nós não sabemos a história inteira.

    Claro que não dá pra aceitar qualquer risco, mas também não dá pra virar justiça popular só por um susto. A gente precisa de dados, não de emoção.

    Se o barco era de turista, talvez ele nem soubesse das regras. E se for isso, a solução é educação, não punição. Vamos ensinar, não só gritar.

    Se a Marinha tivesse uma equipe de educadores náuticos nas praias, com cartilhas e vídeos em português e inglês, isso não aconteceria. A culpa não é só do piloto. É do sistema que não ensina.

  6. Francis Li

    Este incidente representa uma falha sistêmica na gestão do espaço costeiro (coastal zone management) sob a lógica do uso múltiplo (multiple-use zoning). A Zona de Banho (ZB) e a Zona de Navegação (ZN) operam em conflito ontológico, sem mecanismos de mitigação de externalidades negativas.

    A ausência de um sistema de alocação de tempo (time-based access) e a falta de integração entre os sistemas de monitoramento da Capitania dos Portos e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente geram um gap regulatório crítico.

    Proposta: implementar um modelo de "buffer zone" com sensores IoT e geofencing ativo, integrado ao aplicativo "RioNauta" - já em fase piloto em Copacabana. A tecnologia existe. A política, não.

  7. Willian Wendos

    É estranho como a gente aceita certas coisas até o momento em que alguém as quebra. A gente vê lanchas passando perto da praia todo dia e pensa: "Ah, vai passar devagar, não vai chegar perto". Mas quando elas entram na área de banho... é como se a gente lembrasse que o mar não é um corredor, é um lugar pra viver.

    Não é só sobre regras. É sobre respeito. E respeito não se manda por decreto. A gente aprende com o exemplo. Se os que têm poder - os donos de lanchas, os que comandam os eventos - não respeitam, como pedir isso aos outros?

    Quem sabe, se a gente começar a olhar pro mar com mais calma, e menos pressa, a gente lembra que ele não pertence a ninguém. Só a todos.

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